![]() |
| Imagem: Google |
Nesta segunda semana de agosto celebramos a semana da família.
E como estamos no ano do leigo, é de suma importância dar uma visão mais ampla a missão da família e de como ela deve ser protagonista da evangelização nos ambientes em que frequenta, a começar pelo lar, a sua igreja doméstica.
Vivemos num mundo onde o certo parece estar errado e o errado ser o certo. Os desafios são muitos: o acesso à saúde é precário, a educação de base tem decaído, a consciência política está cada vez mais confusa. Quantas são as dificuldades de se viver num mundo onde há cada vez mais informação e menos formação.
Hoje, dia 14/08, celebramos a memória de São Maximiliano Maria Kolbe, um santo de nosso tempo. Embora ele seja um santo religioso presbítero, ele deu sua vida por um pai de família no campo de concentração em "Auschwitz". Ora, um prisioneiro havia fugido na ocasião e a penalidade seria 10 mortos por conta do fugitivo para ninguém mais o fizesse. O décimo a ser escolhido foi um pai de família que implorou para que não morresse pois ele ainda queria rever a família. O frei Kolbe então, sensibilizado pela situação, se ofereceu para ficar em seu lugar. O frade entendeu que aquele pai ainda tinha uma missão a cumprir - junto daquela família - e que sua era se doar naquele campo de concentração.
Vocação familiar, matrimonial, é vocação e missão. Não deve ser desmerecida em detrimento de outras vocações. A família é berço da vocação pois sem ela não haveria as demais, tanto religiosas quanto seculares (médicos, dentistas, professores, etc). É necessário valorizar cada ação, individual ou conjunta, em prol de uma sociedade mais justa, sem alienações ou julgamentos que segregam ao invés de fazer comunhão.
A seguir, uma breve reflexão:
“Devemos dar graças pela maioria das pessoas valorizar as relações familiares que querem permanecer no tempo e garantem o respeito pelo outro. Por isso, aprecia-se que a Igreja ofereça espaços de apoio e aconselhamento sobre questões relacionadas com o crescimento do amor, a superação dos conflitos e a educação dos filhos. Muitos estimam a força da graça que experimentam na Reconciliação sacramental e na Eucaristia, que lhes permite enfrentar os desafios do matrimónio e da família. Nalguns países, especialmente em várias partes da África, o secularismo não conseguiu enfraquecer alguns valores tradicionais e, em cada matrimónio, gera-se uma forte união entre duas famílias alargadas, onde se conserva ainda um sistema bem definido de gestão de conflitos e dificuldades. No mundo actual, aprecia-se também o testemunho dos cônjuges que não se limitam a perdurar no tempo, mas continuam a sustentar um projecto comum e conservam o afecto. Isto abre a porta a uma pastoral positiva, acolhedora, que torna possível um aprofundamento gradual das exigências do Evangelho. No entanto, muitas vezes agimos na defensiva e gastámos as energias pastorais multiplicando os ataques ao mundo decadente, com pouca capacidade de propor e indicar caminhos de felicidade. Muitos não sentem a mensagem da Igreja sobre o matrimónio e a família como um reflexo claro da pregação e das atitudes de Jesus, o qual, ao mesmo tempo que propunha um ideal exigente, não perdia jamais a proximidade compassiva às pessoas frágeis como a samaritana ou a mulher adúltera.” (Amoris Laetitia 38)
Paz e bem!
Sandra Oliveira (Pascom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário